Sem muito a dizer hoje… Então resolvi deixar um poema.
Eu sou como a garça triste
Que mora à beira do rio,
As orvalhadas da noite
Me fazem tremer de frio.Me fazem tremer de frio
Como os juncos da lagoa;
Feliz da araponga errante
Que é livre, que livre voa.Que é livre, que livre voa
Para as bandas do seu ninho,
E nas braúnas à tarde
Canta longe do caminho.Canta longe do caminho.
Por onde o vaqueiro trilha,
Se quer descansar as asas
Tem a palmeira, a baunilha.Tem a palmeira, a baunilha,
Tem o brejo, a lavadeira,
Tem as campinas, as flores,
Tem a relva, a trepadeira,Tem a relva, a trepadeira,
Todas têm os seus amores,
Eu não tenho mãe nem filhos,
Nem irmão, nem lar, nem flores.
Castro Alves

Poema, Poesia !!
Nunca fui mto fã … mas já escrevi alguma coisa !!
É difícil, tanto pra redigir como pra entender … mas no fim … eh bom, eh gostoso, eh prazeiroso.
Comentário por Doctor X — Dezembro 19, 2006 @ 2:59 pm |